ARAUCÁRIA – A madrugada desta quarta-feira (4) foi marcada por um novo episódio de violência doméstica no Centro de Araucária, envolvendo o vereador Celso Nicácio da Silva (PSD). O parlamentar, que cumpre seu terceiro mandato na Câmara Municipal, é apontado como autor de ameaças e danos materiais contra sua atual companheira.
De acordo com o relato da vítima à Polícia Militar, o vereador teria agido em um "acesso de fúria" motivado por ciúmes. Durante a discussão, Nicácio teria quebrado a porta da residência e destruído o aparelho celular da companheira. Quando as viaturas chegaram ao local, o vereador já teria ido embora.
O Ciclo que se Repete
Este não é um fato isolado na trajetória do vereador. O histórico policial de Celso Nicácio revela um padrão preocupante:
2020: O parlamentar foi detido suspeito de ameaça, lesão corporal e desobediência contra sua ex-mulher, sendo liberado apenas após o pagamento de fiança.
Contexto Atual: Reeleito em 2024 com 1.817 votos, o vereador ocupa uma cadeira de destaque no Legislativo municipal, o que levanta questionamentos sobre a ética parlamentar e a aplicação da Lei Maria da Penha em casos que envolvem figuras de poder.
Rede de Apoio e Silêncio Institucional
Embora a vítima tenha optado por não representar criminalmente de imediato — um comportamento comum em ciclos de violência onde há dependência emocional ou pressão política — ela foi encaminhada ao CRAM (Centro de Referência e Atendimento à Mulher) de Araucária.
O vereador ainda não se pronunciou sobre o caso. O espaço segue aberto para que a defesa do vereador apresente sua versão.
ℹ️ Informação Útil: Como buscar ajuda?
A violência contra a mulher não se resume à agressão física. Entender o ciclo da violência ajuda a identificar os sinais antes que a situação escale. Em Araucária, as mulheres podem buscar auxílio através:
CRAM Araucária: Atendimento especializado e acolhimento.
Guarda Municipal / PM: Ligue 153 ou 190.
Central de Atendimento à Mulher: Ligue 180.
Imagens: Rádio Plug
Postar um comentário
Seja bem vindo! Deixe seu comentário: