Prefeitura de Araucária divulga carta contestando a greve do funcionalismo

(Divulgação SISMMAR)
Nesta última terça-feira (22) os sindicatos representantes do funcionalismo público municipal  - SISMMAR e SIFAR - decidiram em assembleia conjunta que a partir do dia 30 de março haverá greve para exigir da administração pública diálogo para negociar. Para os sindicatos como há eleições municipais a lei eleitoral limita até o dia 5 de abril o prazo para o prefeito negociar a reposição da inflação desde junho do ano passado, a recomposição de atrasados para o vale-alimentação, etc. No mesmo dia a prefeitura divulgou uma carta aberta à população pontuando que não há, neste momento, motivos para a paralisação. Segundo a nota, a manifestação é motivada por questões políticas.
Veja na íntegra a carta:


Carta aberta à população

A administração de Araucária vem fazendo todos os esforços possíveis para manter pagamentos de salários e benefícios em dia, em meio a um momento de crise financeira, queda de arrecadação e redução de recursos disponíveis. Ao longo dos últimos três anos, um trabalho rigoroso de enxugamento dos gastos vem sendo feito e com isso garantiu-se o bom andamento da máquina pública.

O funcionalismo de Araucária conta hoje com a segurança da manutenção de seus direitos, graças a criação do Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos Municipal (PCCV). Nos últimos três anos, os servidores municipais tiveram as reposições asseguradas, os depósitos do Fundo de Previdência cumpridos de maneira rigorosa e transparente e os pagamentos de triênios e quinquênios quitados para todos que têm esse direito, além de férias de 13º salário.

Hoje, a administração municipal utiliza quase 53% (limite legal) de sua receita para pagamento dos funcionários públicos. Para conseguir manter o índice dentro do limite, foram cortados 20% do número de cargos comissionados, além do congelamento do salário dos mesmos. Hoje, o pagamento do salário de CCs representa perto de 6% do total da folha de pagamento.

Porém, mesmo diante deste compromisso, dos esforços que são feitos para superar um momento de crise nacional que afeta todos os municípios do país, os sindicatos ignoram a realidade e os fatos e investem em uma agressiva campanha “política” com claras intenções de manobras desleais, se agarrando em fatos fantasiosos, com único objetivo de ludibriar servidores e a população de forma geral.

É inadmissível que em um momento tão delicado essas entidades insistam em inflamar os ânimos, se valendo de falácias, para criar instabilidade e dúvida na cabeça das pessoas. Ignoram todos os avanços e benefícios concedidos pela prefeitura aos servidores, o que tornou o funcionário de Araucária um dos mais bem pagos do Brasil.

Os sindicatos precisam mudar sua forma de agir e pensar, mais do que isso, precisam abandonar o revanchismo político e, com seriedade e lucidez, discutir o cenário atual. Os sindicatos precisam abrir mão do discurso pronto e repetitivo de que querem negar aos trabalhadores os seus direitos, direitos estes previstos por lei e por força da Constituição, e que são concedidos anualmente a todos que servem o município de Araucária.

É preciso dar um basta em toda essa política fisiológica, é preciso repensar a conduta e voltar a pensar no trabalhador, no funcionário, no servidor como a administração fez e continua fazendo. O interesse de poucos, a vontade de achacar a administração pública, partida de alguns sindicalistas aguerridos em ideais do século passado, que ignoram conquistas históricas, colocam a população de Araucária na berlinda, a mercê de militantes de uma causa política sindical e não popular.

A Prefeitura, a administração municipal, está fazendo a sua parte, trabalhando e cumprindo o seu papel junto ao servidor público, seu patrimônio operacional e administrativo mais valioso. Esperamos que essa coerência e sensatez seja de um todo.



Da redação.

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