O cenário jurídico do ex-vereador Vanderlei Francisco de Oliveira, o "Vanderlei Cabeleireiro", ganhou novos contornos com a decisão das cortes superiores em Brasília. Após uma série de tentativas da defesa para flexibilizar o cumprimento da pena, o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Superior Tribunal de Justiça (STJ) mantiveram o regime inicial fechado para o político.
A trajetória do processo
A condenação de Vanderlei é fruto de investigações sobre crimes de concussão (a popular "rachadinha"), lavagem de dinheiro e organização criminosa ocorridos durante seus mandatos na Câmara Municipal entre 2013 e 2020.
Sentença Original: Na primeira instância, a Justiça havia fixado uma pena severa de quase 28 anos de reclusão.
Revisão no TJ-PR: O Tribunal de Justiça do Paraná aceitou parte dos argumentos da defesa e reduziu o tempo de prisão para 8 anos, 6 meses e 2 dias.
A tese da defesa: Os advogados buscaram o dispositivo da detração penal, que consiste em descontar o período em que o réu permaneceu em prisão preventiva para tentar forçar a migração para o regime semiaberto. No entanto, o pedido foi negado pelas instâncias superiores.
Impacto Político e Financeiro
Além da restrição de liberdade, a sentença impõe um ônus financeiro significativo: a determinação de que o ex-parlamentar devolva aproximadamente R$ 274 mil aos cofres públicos de Araucária, valor referente aos desvios apurados na época.
Vanderlei chegou a ocupar o cargo de Secretário Municipal de Governo em 2023, sob a gestão do prefeito Hissam Hussein Dehaini, mas foi exonerado em maio de 2024 após a confirmação da condenação em segunda instância e o aumento da pressão política na cidade.

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